Porque votar em Jatene – III

Há coisas tão interligadas que se torna difícil falar de uma sem lembrar a outra. Assim é com a educação e o desenvolvimento humano. É difícil falar em desenvolvimento humano sem falar em qualidade da educação. Afinal, desenvolvimento humano pressupõe educação, porque educação é fundamental para que um ser humano possa se desenvolver em todos os sentidos.

Ninguém quer voltar ao tempo em que só uma minoria estava na escola e aprendia. Mas também de pouco adianta que uma maioria esteja e não aprenda. Estas duas situações não são convenientes para um estado que precisa crescer. De fato, não se pode negar que houve tempo que havia pouca criança na escola. Mas lotar escolas sem ensino de qualidade, como se tornou política de alguns governos, não pareceu resolver o problema da educação.

Se educação é condição essencial para o desenvolvimento, o governo atual parece estar no caminho certo. É evidente que ainda há muito a se fazer pela educação no Pará. Melhor qualidade do ensino, capacitação profissional, estrutura das escolas. Mas os projetos que podem provocar estas mudanças já estão em execução e sinalizam frutos.

Este ano, Jatene lançou o Pacto pela Educação. O programa demorou dois anos para sair do papel. O projeto incluía uma operação de crédito internacional de cerca de 700 milhões de reais. Com os recursos aprovados com louvor pelo BID, o ensino fundamental terá especial atenção. Mas os recursos são suficientes para avançar em todas as etapas e áreas do ensino. Isto inclui escolas técnicas, requalificação do corpo docente, novas escolas e campus universitários.

O Pacto pela educação representa um avanço para o Pará, mas, outro programa de educação estadual se mostra um marco não só para o Pará, mas para o Brasil. Jatene lançou o Faceduc. O projeto pioneiro é uma espécie de facebook para o setor educacional, onde vídeos e conteúdos serão compartilhados, o que permite uma rede de conhecimento.

Compartilhar saberes é uma vantagem inquestionável. Mas a maior vantagem de um projeto como Faceduc está, sobretudo, em trazer para o ambiente escolar as novas tecnologias usadas pelos alunos e, portanto, a possibilidade de interação através desses novos mecanismos de comunicação. Em Belterra, município usado para testar o projeto, já são 1.200 alunos de 7 a 15 anos nessas 20 escolas. A meta é chegar a 100.000 estudantes de todo o Pará em 2018. Todos eles usam tablets nas aulas e o acesso à internet é feito por uma rede 3G. O resultado foi um aumento de 22% no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal indicador que mede a qualidade do ensino nos municípios brasileiros.

Quando a educação melhora, o homem melhora, simplesmente porque poucas coisas são capazes de transformar tanto alguém. Exemplos não faltam. O que pode transformar um menino pobre em um profissional bem sucedido? O que pode transformar um analfabeto em um homem culto? A educação! É por isso que a educação é um direito fundamental. Mas, mais que direito, ela é o trampolim para a libertação. E libertação exige consciência e intervenção no mundo.

Se educação é algo tão importante assim, por que alguns gestores municipais terminam seus mandatos deixando escolas tão sucateadas? Porque, certamente, aprenderam com os políticos de sua própria família que só a educação é capaz de dar ao povo o poder de questionar tanta corrupção e, portanto, possuem motivos suficientes para não quererem um eleitorado consciente. Ver Jatene investir milhões na educação é a maior prova de que, ao contrário de temer a consciência de um povo, faz um governo em que prima por ela.

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Porque votar no Jatene – II

O Pará tem a maior cidade da Amazônia. Mas, por muitos anos, foi bastante precário o acesso a Belém. Há menos de duas décadas, quem chegava a Belém de avião ou barco, encontrava aeroporto e terminais hidroviários sucateados. Os anos passaram e o cenário mudou. Como Secretário de Obras e governador do Estado, Jatene deu ao Pará estruturas mais dignas. O aeroporto da capital hoje recebe voos internacionais.  O terminal hidroviário já condiz com o terminal de uma capital cujos rios são verdadeiras estradas.

Se a estrutura é fundamental, a mobilidade também é. A obra da avenida Independência veio ligar a região metropolitana de Belém. O próximo passo já foi dado. Foram iniciadas obras de ampliação da avenida João Paulo II.

As obras mostram o mérito de Jatene quando o assunto é infraestrutura. Mas reconhecimento não é virtude de todos. Assim, como aeroporto, terminal hidroviário e as avenidas ampliadas ficam na capital, há quem diga que tais obras não fomentaram a mobilidade no estado. A vantagem é que contra fatos não há argumentos.

Terminais e aeroporto eram precários, mas a nossa maior dificuldade não estava em vim de outro estado pra cá. A dificuldade  maior estava dentro de nossas fronteiras. O maior problema eram nossas próprias limitações.

O isolamento das cidades tornava inegável a necessidade de obras que viabilizassem a mobilidade. Afinal, desenvolvimento pressupõe trânsito de pessoas. Como desenvolver um estado que não se interligava? Como potencializar o comércio nas cidades mais distantes da capital, se não havia como chegar até elas? Só há uma resposta: integrar.

Integrar uma das regiões mais distantes do país aos grandes centros é o que poderíamos chamar de paradoxo. Ou seja, uma contradição, pelo menos, na aparência! Essa contradição reside num dilema: como investir milhões de reais na integração de uma região cuja economia (aparentemente) não justifica o investimento? Diante da falta de uma resposta que parecesse lógica, décadas se passaram sem que os governos resolvessem o problema.

Sempre ouvimos alguém dizer que, no Brasil, o que falta é “vontade política”. Muitas vezes, esse é apenas um termo educado para explicar a falta de coragem em defender uma posição política. Somente muita coragem explica alguém romper um ciclo histórico e decidir incluir regiões inteiras no mapa econômico do estado. Isso é o que os políticos chamam de obras estruturantes – obras que servem de alicerce para algo que virá depois.

Jatene era uma das maiores cabeças do governo de Almir Gabriel. Em 2002, juntos, romperam o ciclo e entregaram ao Pará uma de suas maiores obras estruturantes: a Alça Viária. Mais de 74 km de rodovias e e 4,5 km de pontes construídas para integrar a Região Metropolitana de Belém ao interior do estado. Como governador, continuou o trabalho. Só no último mandato foram mais de 1,2 mil quilômetros de novas estradas.

Qual a importância de tanta estrada para o Pará? A importância é indiscutível. Afinal, estradas não são feitas para que o produtor rural ande a cavalo. São obras destinadas ao trânsito pesado, são um investimento na capacidade de produção de um povo e na potencialidade do comércio. Quando não se pensa desta forma, as estradas permanecem de chão batido e sua poeira serve apenas para encobrir os sonhos de melhoria de vida das populações distantes.

Juntamente com estradas, estão chegando os hospitais, as escolas, as universidades, a segurança pública e os empregos. Estradas são como veias pelas quais o sangue do desenvolvimento flui, levando saúde econômica e social. Nem adianta dizer que a informatização diminuiu as distâncias no mundo de hoje. Sem meios físicos, nem estrutura capaz de promover o desenvolvimento econômico, não há computadores. Sem estradas, toda produção rural tende à estagnação por falta de alternativas de crescimento… A única coisa que o crescimento econômico não propicia é o crescimento da miséria.

Quando não há perspectivas, todos os sonhos tendem a se transformar em sede por promessas de dias melhores. O problema é que, durante muito tempo, nosso povo correu às urnas como quem corre à moringa em busca de água. Talvez nosso povo tivesse sede de uma vida melhor. Talvez a moringa não esteja suficientemente cheia hoje. Mas, certamente, a poeira das estradas que secava a garganta do povo não existe mais.

Porque votar no Jatene – I

O tempo é um mestre. Não é à toa que a própria Bíblia diz que “tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de derrubar e tempo de edificar; O justo e o ímpio serão julgados, porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra”.  Ninguém discorda do escrito em Eclesiastes. Nem se discorda, também, que oito anos é tempo suficiente para se fazer algo de bom por algum lugar. Mas é tempo demais para não ter feito nada.

É com a inércia e má vontade dos maus administradores que danos se proliferam. Para estes, é sempre tempo de arrancar o que os outros plantaram, é sempre tempo de destruir, jamais tempo de curar. As condições precárias de saúde em Ananindeua são exemplo disso. Durante oito anos, nenhum hospital foi construído. Como um engodo, pequenas reformas em unidades básicas de atendimento, mas nada que efetivamente assistisse à população.

Se nada se fez por um município, nem é bom nem imaginar o caos que seria em termos de Estado. Ainda mais quando se vê que o Pará de hoje, em termos de saúde, parece ter encontrado um caminho a seguir. Sabe-se que ainda há muito a se fazer. Mas não se pode negar que o tempo de Jatene é o de construir. Enquanto o país sofreu uma redução de 13 mil leitos hospitalares do SUS, o Estado do Pará investiu mais de meio bilhão de reais na saúde, o que representa mais mil leitos hospitalares.

Não é novidade que somos um Estado grande. Diante disso, a necessidade de construir e de ampliar hospitais em cidades que não Belém se tornou fundamental para uma assistência mais igualitária aos paraenses. A prioridade do governo tem sido hospitais de média e alta complexidade nas diversas regiões do estado. Em Itaituba e Santarém, por exemplo, os hospitais da região não se limitarão mais a assistências básicas. Os leitos de terapia intensiva permitirão procedimentos de alta complexidade, como cirurgias neurológicas, oncológicas e cardíacas. Em Paragominas, o Hospital Regional do Leste do Pará, inaugurado esse mês, é um dos exemplos da política de descentralização, com atendimentos complexos.

A nova política é a de evitar que o cidadão precise se deslocar de município ou do próprio Pará para ser bem atendido. Assim, a capacitação dos hospitais também inclui melhores condições a capital. Por uma questão cultural, a Santa Casa sempre foi referência. Nascida poucas décadas depois da cidade de Belém, a história do hospital faz parte da história da cidade. Mas não se pode pensar a Santa Casa de  hoje como as confrarias de caridade que lhe originaram.

O investimento de 170 milhões do governo permitiu que Simão Jatene entregasse ao Pará uma Santa Casa de Misericórdia renovada. A Unidade Materno-Infantil Dr. Almir Gabriel é referência em gestação de alto risco e neonatologia do país. Por prever atendimento de pessoas de municípios próximos e até de estados vizinhos, é o único hospital público do norte a ter um heliponto para suporte aos casos de emergência. A excelência do hospital lhe rendeu o certificado do Ministério da Saúde de melhor da Região Norte, além de ter sido considerado pelo Unicef como Hospital Amigo da Criança, por atender 100% do SUS.

Se a história da SCM se confunde com a história da cidade, é fácil lembrar fatos recentes em que o local destinado a nascimento por excelência foi alvo de  matérias nacionais pelo número desarrazoado de bebês mortos. Em um tempo em que os desgostos com a administração pública são tão frequentes, é, no mínimo, honroso ver que uma administração conduzida por mãos certas pode fazer o certo.

Em mãos erradas, oito anos é tempo de nada. Em mãos certas, quatro anos é tempo suficiente para construir um bom legado. Tempo suficiente para resgatar a função pública e a imagem de um hospital. Tempo bastante para construir hospitais equipados para cidadãos que precisam de cuidados maiores. Ver um homem público aproveitar bem o seu tempo faz lembrar de novo Eclesiastes. Afinal, “não há coisa melhor do que se alegrar o homem nas suas obras, porque esta é a sua porção”. A Jatene, portanto, faltam motivos para se envergonhar ou se entristecer.