Porque votar no Jatene – I

O tempo é um mestre. Não é à toa que a própria Bíblia diz que “tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de derrubar e tempo de edificar; O justo e o ímpio serão julgados, porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra”.  Ninguém discorda do escrito em Eclesiastes. Nem se discorda, também, que oito anos é tempo suficiente para se fazer algo de bom por algum lugar. Mas é tempo demais para não ter feito nada.

É com a inércia e má vontade dos maus administradores que danos se proliferam. Para estes, é sempre tempo de arrancar o que os outros plantaram, é sempre tempo de destruir, jamais tempo de curar. As condições precárias de saúde em Ananindeua são exemplo disso. Durante oito anos, nenhum hospital foi construído. Como um engodo, pequenas reformas em unidades básicas de atendimento, mas nada que efetivamente assistisse à população.

Se nada se fez por um município, nem é bom nem imaginar o caos que seria em termos de Estado. Ainda mais quando se vê que o Pará de hoje, em termos de saúde, parece ter encontrado um caminho a seguir. Sabe-se que ainda há muito a se fazer. Mas não se pode negar que o tempo de Jatene é o de construir. Enquanto o país sofreu uma redução de 13 mil leitos hospitalares do SUS, o Estado do Pará investiu mais de meio bilhão de reais na saúde, o que representa mais mil leitos hospitalares.

Não é novidade que somos um Estado grande. Diante disso, a necessidade de construir e de ampliar hospitais em cidades que não Belém se tornou fundamental para uma assistência mais igualitária aos paraenses. A prioridade do governo tem sido hospitais de média e alta complexidade nas diversas regiões do estado. Em Itaituba e Santarém, por exemplo, os hospitais da região não se limitarão mais a assistências básicas. Os leitos de terapia intensiva permitirão procedimentos de alta complexidade, como cirurgias neurológicas, oncológicas e cardíacas. Em Paragominas, o Hospital Regional do Leste do Pará, inaugurado esse mês, é um dos exemplos da política de descentralização, com atendimentos complexos.

A nova política é a de evitar que o cidadão precise se deslocar de município ou do próprio Pará para ser bem atendido. Assim, a capacitação dos hospitais também inclui melhores condições a capital. Por uma questão cultural, a Santa Casa sempre foi referência. Nascida poucas décadas depois da cidade de Belém, a história do hospital faz parte da história da cidade. Mas não se pode pensar a Santa Casa de  hoje como as confrarias de caridade que lhe originaram.

O investimento de 170 milhões do governo permitiu que Simão Jatene entregasse ao Pará uma Santa Casa de Misericórdia renovada. A Unidade Materno-Infantil Dr. Almir Gabriel é referência em gestação de alto risco e neonatologia do país. Por prever atendimento de pessoas de municípios próximos e até de estados vizinhos, é o único hospital público do norte a ter um heliponto para suporte aos casos de emergência. A excelência do hospital lhe rendeu o certificado do Ministério da Saúde de melhor da Região Norte, além de ter sido considerado pelo Unicef como Hospital Amigo da Criança, por atender 100% do SUS.

Se a história da SCM se confunde com a história da cidade, é fácil lembrar fatos recentes em que o local destinado a nascimento por excelência foi alvo de  matérias nacionais pelo número desarrazoado de bebês mortos. Em um tempo em que os desgostos com a administração pública são tão frequentes, é, no mínimo, honroso ver que uma administração conduzida por mãos certas pode fazer o certo.

Em mãos erradas, oito anos é tempo de nada. Em mãos certas, quatro anos é tempo suficiente para construir um bom legado. Tempo suficiente para resgatar a função pública e a imagem de um hospital. Tempo bastante para construir hospitais equipados para cidadãos que precisam de cuidados maiores. Ver um homem público aproveitar bem o seu tempo faz lembrar de novo Eclesiastes. Afinal, “não há coisa melhor do que se alegrar o homem nas suas obras, porque esta é a sua porção”. A Jatene, portanto, faltam motivos para se envergonhar ou se entristecer.

 

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