Porque votar no Jatene – II

O Pará tem a maior cidade da Amazônia. Mas, por muitos anos, foi bastante precário o acesso a Belém. Há menos de duas décadas, quem chegava a Belém de avião ou barco, encontrava aeroporto e terminais hidroviários sucateados. Os anos passaram e o cenário mudou. Como Secretário de Obras e governador do Estado, Jatene deu ao Pará estruturas mais dignas. O aeroporto da capital hoje recebe voos internacionais.  O terminal hidroviário já condiz com o terminal de uma capital cujos rios são verdadeiras estradas.

Se a estrutura é fundamental, a mobilidade também é. A obra da avenida Independência veio ligar a região metropolitana de Belém. O próximo passo já foi dado. Foram iniciadas obras de ampliação da avenida João Paulo II.

As obras mostram o mérito de Jatene quando o assunto é infraestrutura. Mas reconhecimento não é virtude de todos. Assim, como aeroporto, terminal hidroviário e as avenidas ampliadas ficam na capital, há quem diga que tais obras não fomentaram a mobilidade no estado. A vantagem é que contra fatos não há argumentos.

Terminais e aeroporto eram precários, mas a nossa maior dificuldade não estava em vim de outro estado pra cá. A dificuldade  maior estava dentro de nossas fronteiras. O maior problema eram nossas próprias limitações.

O isolamento das cidades tornava inegável a necessidade de obras que viabilizassem a mobilidade. Afinal, desenvolvimento pressupõe trânsito de pessoas. Como desenvolver um estado que não se interligava? Como potencializar o comércio nas cidades mais distantes da capital, se não havia como chegar até elas? Só há uma resposta: integrar.

Integrar uma das regiões mais distantes do país aos grandes centros é o que poderíamos chamar de paradoxo. Ou seja, uma contradição, pelo menos, na aparência! Essa contradição reside num dilema: como investir milhões de reais na integração de uma região cuja economia (aparentemente) não justifica o investimento? Diante da falta de uma resposta que parecesse lógica, décadas se passaram sem que os governos resolvessem o problema.

Sempre ouvimos alguém dizer que, no Brasil, o que falta é “vontade política”. Muitas vezes, esse é apenas um termo educado para explicar a falta de coragem em defender uma posição política. Somente muita coragem explica alguém romper um ciclo histórico e decidir incluir regiões inteiras no mapa econômico do estado. Isso é o que os políticos chamam de obras estruturantes – obras que servem de alicerce para algo que virá depois.

Jatene era uma das maiores cabeças do governo de Almir Gabriel. Em 2002, juntos, romperam o ciclo e entregaram ao Pará uma de suas maiores obras estruturantes: a Alça Viária. Mais de 74 km de rodovias e e 4,5 km de pontes construídas para integrar a Região Metropolitana de Belém ao interior do estado. Como governador, continuou o trabalho. Só no último mandato foram mais de 1,2 mil quilômetros de novas estradas.

Qual a importância de tanta estrada para o Pará? A importância é indiscutível. Afinal, estradas não são feitas para que o produtor rural ande a cavalo. São obras destinadas ao trânsito pesado, são um investimento na capacidade de produção de um povo e na potencialidade do comércio. Quando não se pensa desta forma, as estradas permanecem de chão batido e sua poeira serve apenas para encobrir os sonhos de melhoria de vida das populações distantes.

Juntamente com estradas, estão chegando os hospitais, as escolas, as universidades, a segurança pública e os empregos. Estradas são como veias pelas quais o sangue do desenvolvimento flui, levando saúde econômica e social. Nem adianta dizer que a informatização diminuiu as distâncias no mundo de hoje. Sem meios físicos, nem estrutura capaz de promover o desenvolvimento econômico, não há computadores. Sem estradas, toda produção rural tende à estagnação por falta de alternativas de crescimento… A única coisa que o crescimento econômico não propicia é o crescimento da miséria.

Quando não há perspectivas, todos os sonhos tendem a se transformar em sede por promessas de dias melhores. O problema é que, durante muito tempo, nosso povo correu às urnas como quem corre à moringa em busca de água. Talvez nosso povo tivesse sede de uma vida melhor. Talvez a moringa não esteja suficientemente cheia hoje. Mas, certamente, a poeira das estradas que secava a garganta do povo não existe mais.

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